Dirigindo-se à plateia presente no encontro, o palestrante exortou os jornalistas a pautarem pela imparcialidade, no exercício do seu ofício.

Durante a sua intervenção, Rafael Marques afirmou que os desafios que a classe jornalística tem hoje, “é de compreender o que a sociedade exige, em termos de informação”.
O prelector do dia lembrou ainda aos participantes ao encontro que “ é um direito, um dever participar, discutir e fiscalizar não só os actos do Governo mas também aquilo que se passa na sociedade”, frisou.
O jornalista é chamado a olhar para “aquilo que está por detrás das paredes e questionar. Ele não deve estar na inacção. A falta de união entre a classe jornalística pode constituir um entrave à boa convivência. No exercício da sua profissão, o jornalista não deve ignorar a Lei de Imprensa”.
Desta feita, segundo avançou Marques, a primeira missão do jornalista é a procura da veracidade dos factos.
No certame, foi longamente debatida a questão da corrupção. De acordo o também activista social, “esta está na origem de muitos males que enfermam a sociedade”. No entanto, nos dias de hoje, “embora que ainda não seja o ideal”, a luta contra a corrupção já é um facto sendo que a mesma já tem “rostos” ao contrário do passado, disse.

Questionado sobre o que achava da Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana – ERCA, Rafael Marques, bem ao jeito peculiar limitou-se em responder numa só palavra: “confusão”, concluiu.
No final do encontro, alguns formandos falaram à imprensa. Jeremias da Silva, formando do curso profissional de jornalismo no referido centro, na categoria de Televisão, reconheceu que “hoje, a exigência da sociedade é maior” no que diz respeito à divulgação da informação. Aquele formando salientou que hoje, “ estamos a competir com as redes sociais”, pelo que todo o jornalista deve prestar maior atenção no tratamento e divulgação de informação.
De realçar que encontro foi de iniciativa do CEFOJOR.
Confira abaixo algumas imagens do encontro:




