
O docente universitário, Benjamim Fernando, procedeu ao lançamento da obra didáctica intitulada “Problemática Ortográfica e Morfossintáctica- Desvios à Norma Vigente ou Norma do Português de Angola”? O livro foi editado pela Mayamba editora e faz parte da colecção Educação. Depois de ter já sido apresentada no Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda, sexta-feira (10/04), foi a vez da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto, o local escolhido para publicação da referida obra.
Composta de três capítulos, o autor analisa, na obra ora publicada, “explicações de utilizações comummente empregues por falantes que se servem de modelo linguístico (políticos, jornalistas, actores, etc.), mas que, na base da regra gramatical, tais utilizações constituem desvios à norma em vigor”.
A apresentação do livro foi feita pelo docente universitário, Manuel Domingos. Durante o seu discurso de apresentação, aquele académico assegurou que o livro de Benjamim Fernando “é uma obra que nos traz uma reflexão profunda sobre os caminhos que deve trilhar o nosso português local, para a sua autonomização”. Manuel Domingos convidou os estudantes e docentes a criarem linhas de investigação.
Falando à imprensa sobre a importância daquela obra, o assistente e revisor da Mayamba editora, Nzambi Paulo, afirmou que “é um livro que deve ser muito bem recebido. É o começo de uma grande reflexão do professor Benjamim. É um grande passo, porque a realidade do nosso país nos remete para muitas reflexões ligadas ao português. O nosso país vive uma realidade não homogénea em termos de línguas e o português é, na verdade, aquela língua que nos unifica”, evidenciou. Entretanto, aquele responsável falou também das grandes dificuldades que envolvem o mercado livreiro angolano.
Um dos participantes ao acto de lançamento da referida obra, Francisco Kanangi falou da possibilidade “da padronização do português de Angola”.
Questionado sobre certos aspectos que influenciam a fala de muitos, o autor do livro reconheceu que “toda e qualquer língua, os seus falantes sofrem influências geográficas, culturais, sociais e alimentares. Angola não deveria ser diferente”, concluiu.
Benjamim Fernando aborda, na sua obra, vários aspectos peculiares à fala dos angolanos; nomeadamente aspectos sociolinguísticas e culturais.
Participaram ao acto, professores, estudantes e outras entidades.




